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Shipexplorer:
Ferramenta de Análise dos Efeitos dos Modais de Transporte no Dimensionamento
do Estoque de Segurança e no Custo Logístico Total
Leonardo
Pozes
1 INTRODUÇÃO
O objetivo da ferramenta apresentada neste texto é a utilização
de um sistema computacional para avaliação do impacto de
duas características dos modais de transporte (tempo de entrega
e variabilidade da entrega) no dimensionamento do estoque de segurança
e no custo logístico total.
Para um determinado conjunto de características do produto, da
operação e da demanda, a ferramenta será capaz de
apontar qual dos parâmetros de transporte permite a maior redução
no estoque de segurança. A ferramenta permitirá também
ao embarcador determinar o modal de transporte que minimiza o custo logístico
total para este conjunto de características do negócio.
A metodologia utilizada está baseada no pressuposto que os modais
de transporte influenciam o estoque de segurança e o lote de compra.
Portanto, sua escolha deve se basear no custo logístico total e
não ficar focada apenas no custo de transporte.
2 PARÂMETROS
DE TRANSPORTE ANALISADOS
Segundo Ballou , o tempo de entrega (média) e a variabilidade no
tempo de entrega (desvio-padrão) estão ocupando os primeiros
lugares em importância para o desempenho do transporte. O tempo
de entrega, ou o lead-time, é o tempo médio que um carregamento
leva da origem ao destino. Já a variabilidade refere-se às
diferenças da duração do tempo de entrega de carregamentos
que possuem mesma origem e destino, movimentando-se no mesmo modal. A
variabilidade do lead-time é a principal medida da incerteza no
desempenho do transporte.
Estes dois parâmetros possuem grande relevância para o planejamento
logístico e são fundamentais para o cálculo do estoque
de segurança. O estoque de segurança é dimensionado
para absorver as incertezas do processo logístico, permitindo que
a empresa atenda ao nível de serviço desejado pelo mercado.
Por outro lado, existe um custo de oportunidade do capital associado ao
estoque de segurança e, quanto maior custo de oportunidade, menor
será o retorno dos ativos.
Fica, então, evidente, a importância de se reduzir esses
dois parâmetros de transporte, para que se aumente a eficiência
do processo, diminuindo as incertezas e o estoque de segurança.
Mas, que parâmetros deve ser reduzido preferencialmente, o tempo
médio ou a variabilidade? Que modal deve ser escolhido para uma
determinada operação? A resposta destas perguntas é
o cerne desta ferramenta.
3 IMPACTOS
DO TRANSPORTE NO MODELO ESTRATÉGICO DE LUCRO
A escolha por determinado modal definirá os parâmetros de
transporte de uma operação. Como existe uma forte interdependência
entre as funções da logística, a área de influência
de uma decisão de modal não se limita à atividade
de transporte. Esta decisão também irá impactar nas
outras atividades do processo logístico.
Portanto, ao contrário do que usualmente é feito, a decisão
por um modal não deve se basear apenas no custo de transportes,
e sim, no custo logístico total. Desta forma, a metodologia apresentada
não é atraente apenas para empresas com elevada representatividade
dos custos de transporte ou estoque. Esta metodologia apresenta fortes
contribuições para empresas cujos custos logísticos
totais possuem grande importância para a rentabilidade do negócio.
Por exemplo, em algumas empresas do setor varejista, os estoques representam
25% dos ativos. Para essas empresas, a ferramenta desenvolvida permitirá
a gestão destes parâmetros de transporte, proporcionando
redução no estoque de segurança. Por outro lado,
em algumas empresas do setor industrial, o estoque representa apenas 4%
do ativo total. Para essas, a ferramenta indicará um modal de menor
custo e desempenho. Por utilizar um modal de pior desempenho (em termos
de tempo médio e variabilidade), a empresa terá um aumento
no estoque. Porém, como neste caso o estoque não possui
grande representatividade, o aumento no seu custo será sobrepujado
pela economia em transporte, resultando em uma redução do
custo logístico total.
Para embarcadores, a ferramenta seria utilizada para determinar que modal
utilizar para obtenção de um menor custo logístico
total e qual dos parâmetros de transporte (tempo médio ou
incerteza) deve ser preferencialmente reduzido para que se proporcione
um maior ganho em estoque de segurança. Para prestadores de serviços
logísticos multi-modais, a ferramenta seria útil para municiar
a equipe de vendas, de forma que saberão qual modal proporcionará
a melhor lucratividade da operação do potencial cliente.
A Figura 1 abaixo representa o Modelo Estratégico do Lucro. Este
modelo resume o cálculo do retorno dos ativos, demonstrando a importância
de vários itens na lucratividade da companhia. A metade superior
deste modelo consolida informações do DRE e será
utilizada para o cálculo da margem do lucro líquido. A metade
inferior apresenta informações do Balanço Contábil
e será utilizada para cálculo do giro dos ativos. O retorno
dos ativos será obtido pela multiplicação da margem
líquida pelo giro dos ativos.
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Como o estoque
é um dos principais itens dos Ativos Correntes e as despesas de
transporte estão incluídas nas Despesas Totais, este modelo
permite a avaliação do impacto financeiro de decisões
logísticas. Portanto, o modelo estratégico do lucro demonstra
como a decisão por determinado modal influenciaria a margem líquida,
o giro dos ativos e por fim, o retorno dos ativos.
Para empresas com altos níveis de estoque, uma redução
neste item representaria uma redução importante nos ativos,
que assim incorreriam em aumento do giro dos ativos e, conseqüentemente,
num maior retorno dos ativos. No caso das empresas com estoques menos
representativos, a análise dos trade-offs logísticos pode
levar a um aumento de estoque e redução nas despesas de
transporte. O aumento de estoque não teria muito impacto no ativo
total. Entretanto, a redução das despesas de transporte
implicaria em um aumento do lucro líquido e por fim num maior retorno
dos ativos.
4 OBJETIVOS
DA PROPOSTA
O objetivo principal da ferramenta é apontar a influência
dos parâmetros de transporte (lead-time e variabilidade) no estoque
de segurança e assim permitir a determinação de qual
dos dois deve ser reduzido para que se obtenha um maior ganho. Porém,
para que esta análise seja feita, é necessário saber
qual modal deve ser utilizado. Esta decisão não deve ser
tomada apenas com base custo do transporte ou do estoque de segurança
e sim no custo logístico total.
Portanto, os objetivos da proposta repousam em dois pilares. O primeiro
corresponde à análise do custo logístico total. Esta
análise é feita através da parametrização
das características do produto, da operação e da
demanda necessários para planejar a operação em quatro
diferentes modais (rodoviário, ferroviário, cabotagem e
aéreo) . Com base nas características do negócio,
a ferramenta calcula, para os quatro modais, o lote econômico, o
estoque de segurança, o tempo de ciclo, o giro do estoque e outras
características do processo logístico. Com base nessas informações,
será possível calcular o custo logístico total das
quatro opções, determinando assim o modal recomendável.
O segundo pilar consiste em analisar as características da operação
e os parâmetros de transporte de cada modal. A partir desta análise,
será mensurado qual parâmetro de cada modal possui maior
relevância no estoque de segurança, devendo, portanto, ser
reduzido. Como esta análise é feita para todos os modais,
mesmo que a empresa decida não acatar a recomendação
da primeira análise por aversão ao custo da mudança
ou por outras restrições do seu processo logístico,
ela poderá se beneficiar da segunda, pois saberá em qualquer
modal, se deve reduzir lead-time ou variabilidade.
5 EMBASAMENTO CONCEITUAL
A primeira análise está baseada no cálculo do lote
econômico de compra (LEC), do estoque de segurança (ES) e
do custo logístico total (CLT) para cada um dos modais. Para o
cálculo destes parâmetros, foram utilizados os critérios
estabelecidos nos manuais de administração de estoque. Em
relação ao lote econômico, o seu dimensionamento visa
o ponto de equilíbrio entre o custo de manutenção
de estoques e o custo de processamento de pedido.
Segundo Bowersox , quanto maior for o lote de compra, maior será
o estoque médio e, conseqüentemente, maior o custo de manutenção
de estoque. Todavia, quanto maior for o pedido de compra, menos pedidos
serão necessários no período planejado e, conseqüentemente,
menores os custos totais de emissão e colocação de
pedido. Então, o cálculo relativo ao dimensionamento do
LEC visa encontrar a quantidade que minimiza o somatório entre
custo de manutenção de estoques e o de processamento de
pedidos. A maneira mais eficiente de calcular o LEC é através
da seguinte equação matemática ilustrada na Figura
2:
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A fórmula
acima foi aplicada para calcular em cada modal o tamanho de lote a ser
utilizado para minimização do custo logístico total.
Na fórmula, o CTR representa o custo fixo associado a 1 atendimento,
não importando a quantidade enviada. Este custo depende do modal
utilizado. O D representa a demanda média diária do produto
que está sendo transportado. O T por sua vez representa a taxa
de oportunidade diária do capital dos acionistas e o CAq, o valor
agregado do produto atendido.
Quanto maiores estes 2 últimos fatores, maior será o impacto
do estoque na rentabilidade do negócio a tendência por estratégias
de ressuprimento enxuto. No caso contrário, o estoque apresentará
baixa representatividade nos resultados e a tendência será
de consolidação de carga com a decisão por modais
de pior desempenho em termos de tempo médio de entrega e variabilidade.
Quanto ao estoque de segurança (ES), ele é um colchão
utilizado para absorver as incertezas do processo logístico. Considerando
que a demanda real se distribua simetricamente em torno da prevista, ela
estará acima da previsão 50% das vezes. Isto implica em
pelo menos 50% de chances que haja falta de estoque, caso não tenha
sido formado nenhum estoque de segurança. Este nível de
serviço é considerado insatisfatório para a grande
maioria dos mercados, o que justifica a formação do ES.
O estoque de segurança será dimensionado a partir do nível
de serviço desejado e das incertezas do processo. Este cálculo
se dá pela multiplicação do fator estatístico
k (que garante a disponibilidade desejada) pela variabilidade combinada
da demanda e do lead-time (que representa às incertezas do processo).
Estes cálculos foram feitos a partir das seguintes fórmulas
indicadas na Figura 3 e 4:
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De acordo
com o modelo utilizado, o estoque de segurança é calculado
pela multiplicação entre k e c. O k é o fator que
garante o atendimento ao nível de serviço desejado e o c
é a variabilidade combinada da demanda e lead-time (tempo de entrega).
A variabilidade combinada é calculada através do tempo médio,
da demanda média diária, do desvio-padrão do tempo
de entrega e do desvio-padrão da demanda. Destes, o tempo médio
e o desvio-padrão do tempo de entrega dependerão do modal
de transporte utilizado.
Então, o LEC e o ES dependem do modal utilizado. Estes parâmetros
influenciarão os custos de estoque e de transporte. Portanto, o
custo logístico analisado será a soma destes dois custos.
O custo de estoque é calculado pela multiplicação
entre estoque médio, custo de aquisição deste estoque,
número de dias pelo qual ele é carregado e taxa de oportunidade
diária. O custo de transporte é calculado pelo número
de envios da operação vezes o custo total de ressuprimento
(CTR).
Estes cálculos permitirão a indicação do modal
mais adequado à operação. A próxima etapa
será a determinação do parâmetro de transporte
mais importante no dimensionamento do estoque de segurança. Segundo
Evers , pela análise da fórmula do estoque de segurança
exibida acima, conclui-se que os gestores de logística possuem
influência sobre apenas 2 fatores de controle do estoque de segurança.
Estes 2 fatores são o lead-time e o desvio-padrão do lead-time.
Então, Evers realizou um experimento, onde calculou as derivadas
parciais da fórmula do estoque de segurança em relação
a estes 2 fatores. Pelo desenvolvimento de seu estudo, ele chegou a uma
relação entre o coeficiente de variação da
demanda e o desvio-padrão do lead-time, que determina qual parâmetro
de transporte possui maior influência no controle do estoque de
segurança. Esta relação foi replicada na ferramenta,
para a escolha do parâmetro preferencial a ser reduzido, e está
sumarizada no na Tabela 1 abaixo.
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Após
a realização de seu experimento, Evers observou a relação
entre o coeficiente de variação da demanda e o desvio-padrão
do lead-time expressa na Tabela 1. Portanto, quando o coeficiente de variação
da demanda for maior ou igual que a raiz quadrada de 2 vezes o desvio-padrão
do lead-time, o parâmetro de transporte mais representativo no dimensionamento
do ES é o tempo de entrega (lead-time médio). Caso contrário,
é a variabilidade (desvio-padrão do lead-time).
No primeiro caso, o foco dos gestores de transportes deverá ser
buscar alternativas de resposta mais rápida. Entretanto, no segundo
caso, o que apresentará maior impacto em termos de estoque de segurança,
serão alternativas de transporte com maior confiabilidade no tempo
de entrega, ou seja, menor desvio-padrão do lead-time.
Os arcabouços acadêmicos referentes aos manuais de administração
de estoques e ao experimento citado foram consolidados na ferramenta com
interface inteligível que permita ao usuário a realização
das análises propostas.
6 JUSTIFICATIVA
DA PROPOSTA
Esta ferramenta computacional permitirá ao gestor a escolha do
modal de transporte mais adequado às características do
negócio, a partir do cálculo do lote econômico de
compra, do estoque de segurança e dos custos logísticos
totais. Como estes dois parâmetros (LEC e ES) são muitas
vezes determinados de modo "ad hoc" nas empresas, um importante
benefício da ferramenta já reside na sugestão de
seus valores.
A partir do LEC e do ES, são calculados os custos logísticos
totais para cada modal alternativo, permitindo a escolha do modal mais
rentável. Segundo a pesquisa "Posicionamento Logístico
de Grandes Empresas Brasileiras" realizada pelo CEL / COPPEAD, amostras
de empresas dos setores Alimentício, Automobilístico, Eletro-eletrônico,
Farmacêutico, Petroquímico e Tecnologia indicam que o modal
rodoviário é amplamente utilizado. No entanto, as análises
geradas através da ferramenta, indicam que este modal pode não
minimizar os custos logísticos totais em todos os setores.
Para avaliar os impactos da aplicação da ferramenta, foram
utilizados dados dos 6 grandes setores industriais brasileiros citados
acima em uma determinada rota. A Tabela 2 abaixo apresenta para cada setor
o benefício de redução percentual dos custos logísticos
totais comparando-se o modal atual com o proposto pela ferramenta.
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Observa-se que
a prática geral do mercado brasileiro é de utilização
majoritário do modal rodoviário pelos setores analisados.
A análise demonstrou que na maior parte dos casos este não
é o modal mais adequado. Por exemplo, no caso do farmacêutico,
do ponto de vista do custo logístico total, o modal recomendado para
a rota analisada seria o aéreo, apresentando uma redução
de custos da ordem de 43% frente ao rodoviário.
Com relação à redução da média
ou do desvio-padrão do tempo de transporte, a determinação
do parâmetro de maior influência sobre o ES permitirá
a empresa uma redução do custo de oportunidade do capital.
Este benefício será maior quanto maior for o peso do estoque
no ativo da empresa e quanto maior for o investimento feito na redução
do parâmetro de transporte mais influente no cálculo do ES.
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A Tabela
2 acima indica que o desvio-padrão do tempo de entrega deve ser
o principal alvo de um programa de melhoria no transporte, na grande maioria
dos setores e dos modais pesquisados. Normalmente, os programas de melhoria
da variabilidade no transporte podem objetivar estratégias de programação,
enquanto os de redução do tempo médio objetivam estratégias
de resposta rápida.
7 INTERFACES
DA FERRAMENTA
A ferramenta foi estruturada em um menu inicial, representado abaixo,
que dá acesso a quatro telas. Estas são: uma tela para definição
dos parâmetros; uma tela para análise do custo logístico
total; uma tela para análise do estoque de segurança e uma
tela que resume as saídas de dados para todos os modais. Na Figura
5, abaixo, estão ilustradas também as telas de análise
do custo total e do ES.
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Para utilização
da ferramenta, é necessária uma detalhada parametrização
dos dados da operação nos diferentes modais. Esta parametrização
será realizada na tela "Definição dos Parâmetros"
(representada na Figura 6). Os parâmetros a serem definidos estão
segmentados em informações de transporte (custo total do ressuprimento,
capacidade de transporte, tempo médio de entrega e desvio-padrão
do tempo de entrega) e informações do produto (densidade de
valor, demanda diária, coeficiente de variação da demanda
e nível de serviço). Além destas informações,
também será necessária a taxa de oportunidade do capital.
A partir
da parametrização, a ferramenta realiza o tratamento dos
dados e as análises podem ser visualizadas nas telas "Análise
do Custo Logístico Total" e "Análise do Estoque
de Segurança".
A Figura
7 apresenta a tela "Análise do Custo Logístico Total".
Nesta tela, são calculados os custos da operação
para cada modal, permitindo a identificação da alternativa
mais eficiente em termos de custo logístico total. Além
disso, esta tela dá acesso a gráficos de visualização
da operação nos diversos modais e gráficos de análises
de custos comparativas entre modais.
A Figura 8 apresenta
o gráfico de visualização da operação.
As 2 principais informações neste gráfico são
o estoque total e o estoque de segurança.
A Figura 9 apresenta
o gráfico para análise de custos. Na figura em específico
está representado o custo de estoque, mas também foram gerados
gráficos para análise do custo de transporte e do custo total.
A tela "Análise do Estoque de Segurança", representada
na Figura 10, apresenta o cálculo da relação entre
coeficiente de variação da demanda e desvio-padrão
do lead-time para cada modal, apontando em cada caso que parâmetro
de transporte apresenta maior relevância no dimensionamento do ES.
8 CONCLUSÃO
Comparando o diagnóstico da ferramenta com a realidade das empresas,
vê-se que no dia a dia os 6 setores utilizam maciçamente o
modal rodoviário. Mas ao utilizar a ferramenta, este modal foi apontado
como preferencial apenas para o setor Automobilístico, apesar de
aparecer como segundo melhor modal para todos os outros setores. Isto indica
que o modal rodoviário não minimiza os custos logísticos
para a maioria das empresas dos outros setores. Entretanto, por proporcionar
uma performance no mínimo razoável quando comparado a outros
modais, o rodoviário continua sendo muito utilizado.
Então, este fator adicionado à tradição brasileira
no transporte rodoviário, ao "know-how" dos gestores de
transporte neste modal, ao baixo "know-how" destes nos outros
modais, à aversão ao custo e ao risco da mudança, entre
outros justifica a preferência pelo modal rodoviário. Porém,
a pressão por redução nos custos logísticos
está obrigando várias empresas brasileiras a superarem este
paradigma, se expondo ao risco de tentar atuar em novos modais.
Neste ponto, reside a grande utilidade desta ferramenta: permitir aos gestores
de logística a visualização do benefício de
se atuar em novos modais de transporte e, além disso, como trabalhar
estes modais para conseguir uma maior redução no estoque de
segurança, aumentando o retorno dos acionistas.
4. Bibliografia
Sugerida
BALLOU, Ronald
H., Gerenciamento da Cadeira de Suprimentos: planejamento, organização
e logística empresarial. 4ª ed. Porto Alegre: Bookman, 2001.
BOWERSOX, Donald J., & CLOSS, David J. Logística Empresarial:
o processo de integração da cadeia de suprimento. São
Paulo: Atlas, 2001.
EVERS, P.T., 1999, "The Effects of Lead Times on Safety Stocks",
Production and Inventory Journal.
CEL, Pesquisa de Posicionamento Logístico de Grandes Empresas Brasileiras
disponível no site www.cel.coppead.ufrj.br.
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