| |
|
A Indústria de Operadores Logísticos no Exterior
Paulo
Fernando Fleury
Aline Felisberto Martins Ribeiro
Introdução
O mercado
de prestação de serviços logísticos vem crescendo
muito rapidamente em todo o mundo. São várias as evidências
deste fenômeno. Na indústria química norte americana,
o número médio de atividades logísticas terceirizadas,
por empresa, cresceu de 1,5 para 5,5, no período entre 1989 e 1995,
indicando uma forte tendência de aumento do escopo de serviços
logísticos terceirizados. Na mesma época, uma reportagem
da revista Fortune indicava que 60% das 500 maiores empresas por ela listadas
terceirizavam pelo menos uma das atividades que compõem seu processo
logístico, uma evidência do nível de difusão
da prática de terceirização logística. Em
outra pesquisa envolvendo os mercados Europeu e Norte Americano, verificou-se
que 78% dos gerentes europeus, e 46% dos americanos entrevistados afirmaram
estar comprometidos com a terceirização de suas atividades
logísticas, e que a tendência era a de aumentar o número
de atividades terceirizadas.
O resultado de tudo isto tem sido o rápido crescimento da indústria
de prestadores de serviços logísticos - PSLs, como bem mostram
os levantamentos da Armstrong & Associates (1). Entre 1996
e 1998, a receita operacional dos 56 maiores PSLs norte americanos aumentou
de US$ 28,5 bilhões para US$ 39,6 bilhões, o que corresponde
a uma taxa média de crescimento de cerca de 18% ao ano.
Figura
1
Crescimento da Receita dos 56 Maiores PSLs Norte-Americanos

Fontes:
Transport Logistics (janeiro, 1999) e Purchasing (junho, 1999)
|
No Brasil, apesar do processo de terceirização das atividades
logísticas ainda ser relativamente recente, e de não existirem
estatísticas disponíveis, o potencial de mercado parece
ser elevado. Estudo do Banco Mundial estima que somente os gastos com
transportes no país sejam equivalentes a 10% do PIB, o que corresponderia
a cerca de R$ 100 bilhões. Os grandes PSLs globais parecem ter
percebido este potencial. A partir de 1996 empresas como Ryder, Danzas,
Penske Logistics - em joint venture com a Cotia Trading, McLane,
Mark VII, Emery Worldwide, e Hellmann Logistics passaram a desembarcar
no país, se juntando a um crescente número de empresas brasileiras,
como Columbia, Cometa, Metropolitan, Delara, Marbo, Mercúrio, Hércules
e Delta, que já vinham tendo crescimento substancial neste mercado.
Uma das conseqüências desta evolução, tem sido
o surgimento de vários formatos de atuação, que tem
levado a uma dificuldade de categorização dos prestadores
de serviços logísticos. Pouco também se conhece sobre
as principais barreiras e oportunidades para atuação destas
empresas.
As possibilidades de terceirização das atividades logísticas
são inúmeras. Por esta razão, nos países onde
as atividades dos PSLs estão mais desenvolvidas, a segmentação
do mercado vem aumentando, incluindo desde a simples terceirização
de atividades de transporte até a contratação de
terceiros para operar todo o processo logístico.
Devido ao aumento da importância e complexidade das terceirizações
logísticas, vem aumentando a preocupação com um melhor
conhecimento destas atividades. No entanto, a maioria dos estudos conhecidos,
tem examinado o setor sob a perspectiva das empresas contratantes. Em
geral, estes estudos englobam os passos necessários à terceirização
destas atividades, as situações em que se deve terceirizar
e o que pode se esperar dela.
A literatura que trata dos problemas e características PSLs, no
entanto, é razoavelmente escassa. Questões como pré-requisitos
necessários para ser considerado um prestador de serviços
logísticos integrados (os chamados operadores logísticos),
os diferentes formatos existentes, perspectivas da indústria e
tendências de adição de valor ao cliente são
muito pouco discutidas. Este trabalho busca contribuir para um melhor
entendimento desta indústria, a partir de uma análise detalhada
da bibliografia internacional. Num segundo trabalho, tendo como base numa
pesquisa de campo junto a um conjunto dos principais operadores logísticos
brasileiros, se fará uma análise do estágio de evolução
desta indústria no Brasil.
Diferentes
denominações e formatos de atuação dos PSLs
São várias as denominações encontradas na
literatura internacional para os prestadores de serviços logísticos.
Aqui serão destacadas algumas destas denominações
e seus significados mais comuns.
Expressões como provedores de serviços logísticos
terceirizados (third-party logistics providers ou 3PL), provedores
de logística integrada (integrated logistics providers),
empresas de logística contratada (contract logistics companies)
e operadores logísticos (logistics operators) são
alguns dos termos normalmente utilizados na literatura internacional para
denominar empresas prestadoras de serviços logísticos. A
nível internacional, a primeira denominação, ou seja,
3PL, é claramente a mais utilizada. No Brasil, existe uma forte
tendência a se utilizar a denominação "operador
logístico".
Segundo Gardner (1994), o termo third-party logistics (3PL) começou
a ser utilizado na década de 80 como um sinônimo de "subcontratação
de elementos do processo logístico". Apesar do termo 3PL significar,
para um grande número de autores, nada mais do que uma empresa
que provê qualquer tipo de serviço logístico para
terceiros, alguns associam este nome somente a empresas capacitadas a
executar um conjunto mais amplo de serviços logísticos.
Nos anos 80, a tendência à integração das atividades
logísticas - duas ou mais atividades executadas de forma coordenada
- foi ficando mais freqüente, levando alguns autores a associar a
expressão 3PL às empresas com capacidade de fornecer
mais de um tipo de serviço logístico de forma integrada.
Berglund (1999), por exemplo, associa a expressão 3PL à
empresa que oferece, através de contrato, no mínimo, os
serviços de gerenciamento e operação de transporte
e armazenagem. Segundo ele, o contrato de um 3PL com um cliente
deve ser de, no mínimo, um ano e também deve prever atividades
de gerenciamento, análise e projeto. Ressalta, ainda, a possibilidade
de adição de atividades como administração
de estoques, da informação - como o acompanhamento e rastreamento
de pedidos - e oferta de atividades que agreguem valor como uma 2a embalagem
ou instalação de produtos, ou mesmo o gerenciamento da cadeia
de suprimentos.
Já para Lieb (1996), a denominação 3PL se aplica
tanto às empresas que prestam todos os serviços ligados
ao processo logístico, quanto àquelas que fornecem apenas
uma atividade específica deste processo. Apesar de concordar com
a definição acima, Sink (1997), acredita que todas as atividades
devem ser conduzidas de forma coordenada e integrada e que, assim como
indica Berglund (1999), os 3PLs, para se denominarem como tal,
devem oferecer, no mínimo, dois tipos de serviços. Importante
lembrar que são inúmeros os tipos de serviços que
podem ser prestados pelos 3PLs. Lieb (1996), por exemplo, identificou
13 diferentes tipos de serviços como sendo os mais comumente executados
pelos 3PLs: gerenciamento de armazém; consolidação
de carga; sistemas de informação; operação
ou gerenciamento de frota; negociação de frete; seleção
de transportadora; emissão de pedido; importação/exportação;
retorno de produtos; processamento de pedido; montagem ou instalação
de produtos; desconsolidação de produtos para clientes;
reposição de estoque.
No Brasil, recente estudo sobre PSLs, realizado conjuntamente pela Associação
Brasileira de Logística, Fundação Getúlio
Vargas e Associação Brasileira de Movimentação
e Logística, e publicado na Tecnologística (fevereiro/1999)
define operador logístico como sendo "o fornecedor de serviços
logísticos, especializado em gerenciar e executar todas ou parte
das atividades logísticas nas várias fases da cadeia de
abastecimento dos seus clientes (...) e que tenha competência para,
no mínimo, prestar simultaneamente serviços nas três
atividades básicas de controle de estoques, armazenagem e gestão
de transportes. Os demais serviços, que por ventura sejam oferecidos,
funcionam como diferenciais de cada operador." Esta definição
é bastante semelhante àquela utilizada para os 3PLs,
excetuando-se o fato de que esta última menciona a integração
das atividades como elemento presente no seu conceito.
Verifica-se portanto, que diferentes autores utilizam diferentes critérios
para caracterizar os 3PLs. Alguns são mais rigorosos, exigindo
que para ser classificado como 3PL, um prestador de serviços logísticos
deveria realizar um amplo conjunto de atividades, de forma integrada,
ter capacidade de análise, operação e gerenciamento,
e possuir contratos de longo prazo com seus clientes. Outros são
menos rigorosos e consideram que qualquer empresa que realize alguma atividade
logística, sob contrato, para terceiros, com capacidade de planejamento,
operação e gerenciamento, deve ser considerado um 3PL.
Dimensões de segmentação dos 3PLs
O amplo
movimento de terceirização, patrocinado pelas empresas industriais
e comerciais a partir da década de 80, a crescente importância
do serviço ao cliente, novos padrões de relacionamento nas
cadeias de suprimento, conjugado com a maior disponibilidade de tecnologia
de informações para aplicações logísticas,
contribuíram fortemente para o crescimento da indústria
de 3PLs. O aumento da complexidade da cadeia de suprimentos fez
com que fossem cada vez mais necessários investimentos em logística,
uma área que, muitas vezes, não fazia parte do core business
das empresas. Nestes casos, várias delas preferiram terceirizar
todas ou algumas destas atividades e se concentrar no seu negócio
principal. Abriram-se, portanto, amplas oportunidades para prestadores
de serviços logísticos, resultando no surgimento de um grande
número de provedores
O crescimento do número de 3PLs e as inúmeras possibilidades
de atuação, resultaram numa segmentação da
indústria. Pesquisa realizada por Sink (1996) com representantes
de diversos setores industriais norte-americanos permitiu a identificação
de diversas dimensões de segmentação dos provedores
de serviços logísticos. De uma maneira geral, os 3PLs
podem ser segmentados com base em pelo menos cinco dimensões básicas,
conforme a tabela 1 a seguir:
Tabela
1
Dimensões básicas para segmentação dos
3PLs
 |
Sob o ponto
de vista dos tipos de serviços prestados, os 3PLs podem
ser classificados, numa primeira fase, em dois grandes grupos básicos:
os especialistas operacionais e os integradores. O primeiro grupo
corresponde às empresas que oferecem serviços específicos
como, por exemplo, o transporte, a armazenagem, a consolidação
ou a etiquetagem. Neste caso, apesar de executar somente uma atividade
básica, há a possibilidade de se adicionar valor ao cliente
incorporando serviços extras como processamento de pedido, reparo
e controle de estoque. A competência básica deste grupo é
a excelência operacional. No segundo caso, a empresa é capaz
de prover uma solução logística completa, uma vez
que abrange uma grande gama de serviços planejados e gerenciados
de forma integrada. Também neste caso, é possível
oferecer atividades extras, fora do conjunto de serviços básicos,
como fazem algumas empresas de consultoria ao desenvolverem projetos logísticos
complexos para clientes específicos.
Berglund (1999) verificou que existem diferença significativas
entre os dois grupos em algumas dimensões de desempenho, conforme
tabela a seguir:
Tabela
2 - Comparação entre os Segmentos de Especialistas e
Integradores

Fonte:
Berglund (1999) |
A grande
diferença de desempenho entre os dois grupos de 3PLs contribui
para o entendimento dos motivos de crescimento dos integradores. Esta
comparação também ressalta o que representa uma das
características de grande parte dos integradores; o alto grau de
subcontratação. Para Berglund (1999), esta característica
é resultado do foco deste segmento nos aspectos conceituais, como
a análise da cadeia de suprimentos e o conhecimento de conceitos
logísticos inovadores (como cross-docking e merge-in-transit)
para a elaboração e gerenciamento de projetos. Estes dois
grupos básicos podem ser subdivididos em sub-grupos com base em
outras dimensões de segmentação como escopo geográfico,
indústrias atendidas e propriedade dos ativos.
No que se refere ao escopo geográfico, os PSLs podem ser classificados
em regionais, nacionais, ou globais. Atualmente percebe-se uma forte tendência
dos principais provedores a ampliarem o espaço geográfico
de atuação como forma de conseguir maior uso para seus ativos
e de evitar a perda de contas domésticas de clientes com atuação
nacional ou internacional.
A política de especialização em certos tipos de clientes
é uma outra tendência clara. Uma primeira dimensão
de segmentação por cliente é seu tipo de indústria,
visando uma maior especialização setorial e customização.
Nos países mais desenvolvidos, exemplos típicos de indústrias
prioritárias para especialização são a automotiva,
alta tecnologia (informática, telecomunicações),
alimentos e papel. Percebe-se também, tanto nos EUA como na Europa,
uma tendência à especialização com base no
tamanho do cliente. Nos EUA, este tipo de segmentação está
bem definido, de forma que os grandes provedores atendem, quase que exclusivamente,
às grandes contas. Embora os pequenos clientes estejam, cada vez
mais, terceirizando suas atividades logísticas, o fazem para especialistas
como transportadores ou armazenadores. Verifica-se, contudo, que na Europa
alguns grandes provedores já são responsáveis pela
logística de empresas de menor porte, e que este pode vir a se
tornar um bom nicho de mercado para os grandes provedores.
Segundo Africk (1994), a mais geral de todas as dimensões de segmentação
é aquela que divide os operadores com base nas características
dos ativos. Uma primeira característica diz respeito a propriedade
dos mesmos, ou seja, a que divide os PSLs entre os baseados em ativos
e os não baseados em ativos. Os primeiros possuem ou operam ativos
de transporte ou armazenagem, e os segundos sub-contratam os ativos e
sua operação com terceiros . Segundo Africk (1994), existem
também os PSLs híbridos, isto é, aqueles que apesar
de possuírem ativos físicos também contratam ativos
de terceiros. Segundo ele, estas empresas são, em geral, partes
de um grupo onde as "empresas-mães" possuem os ativos
logísticos, e as "empresas-filhas" possuem os recursos
humanos qualificados e os sistemas de informação.
Os contratos com provedores baseados em ativos podem ser estruturados
com base em capacidade dedicada ou ativos dedicados. No primeiro caso,
o provedor se compromete a atender a determinado volume e níveis
de serviço especificados pelo contratante, mas utilizará
o mesmo ativo para diversos clientes. Já no segundo caso, o provedor
disponibiliza certos ativos exclusivamente para um determinado cliente,
aumentando, assim, a garantia de cumprimento ou superação
das especificações.(Afrik, 1994).
Uma última dimensão de segmentação dos PSLs
tem a ver com sua origem. Uma análise histórica indica que
são várias as origens: a Exel Logistics, por exemplo,
teve origem na atividade de armazenagem, a Cartepillar Logistics
como departamento de logística da Caterpillar, empresa fabricante
de equipamentos pesados, e a FedEx, como empresa de entrega expressa.
Muller (1993), chama atenção para o fato de que não
há, em princípio, um tipo de PSL melhor do que o outro;
o que há são tipos de PSLs mais adequados às necessidades
de empresas específicas. Daí a importância de classificar
os PSLs nas diversas dimensões identificadas.
Problemas e oportunidades para os PSLs.
Um dos principais
entraves ao crescimento dos PSLs é o receio dos potenciais clientes
em perder o controle de sua logística e, consequentemente, do nível
de serviço prestado. No entanto, Kao (1993) ressalta que estas
inseguranças, ou mesmo as com relação aos danos aos
produtos, podem ser superadas com o estabelecimento de padrões
de desempenho que levem estes pontos em consideração.
Segundo Lieb (1998), há uma série de outros problemas enfrentados
pela indústria, incluindo o complexo e caro processo de venda dos
serviços, as dificuldades na obtenção de pessoal
qualificado, o custo associado ao desenvolvimento de sistemas de informação
(apesar de estar em processo de barateamento, ainda é um das maiores
fontes custos do setor) e as intensas pressões por redução
de preços.
Os custos incorridos na preparação e negociação
de propostas e no desenvolvimento de soluções customizadas,
principalmente naquelas planejadas antecipadamente aos grandes bids, acaba
resultando em gastos da ordem de milhões de dólares, segundo
CEOs de empresas do setor.
A questão do recrutamento e seleção de pessoal qualificado
torna-se crítica pela necessidade de rápida contratação
para a execução de contratos recém fechado. Um CEO
descreveu a situação da seguinte maneira: "Estas pessoas
não estão simplesmente sentadas perto dos nossos escritórios
esperando que bids sejam ganhos. Quando ganhamos um, temos que adicionar
pessoal rapidamente, e isto é um problema." Uma solução
utilizada para contornar o problema é a contratação
de pessoal da empresa cliente que, em geral, enxuga seu quadro ao terceirizar.
Outras práticas, são: a contratação de recém-formados
ou de funcionários de empresas concorrentes. Uma conseqüência
destas dificuldades é que, em um ano, os presidentes de nove dentre
as vinte e cinco maiores provedores de serviços logísticos
norte-americanos mudaram de emprego. Em uma indústria onde os contratos
de parcerias tendem a ficar cada vez mais longos, isto pode ser uma fonte
de problemas.
A questão do treinamento é vista como outra grande geradora
de problemas. Devido à necessidade de rápida entrada em
operação quando da celebração de um novo contrato,
não sobra muito tempo para que o funcionário receba um treinamento
adequado. Sendo assim, apesar de ainda nem estar familiarizado com a organização
do provedor, ele já passa a trabalhar com o cliente. Esta política
de contratação gera problemas de comunicação,
coordenação e integração.
Independente da indústria escolhida, Lieb (1998) chama atenção
para as transformações ocorridas em relação
aos sistemas de informação, que estão deixando de
ser fatores de diferenciação, para se transformar em um
pré-requisito ou necessidade básica. Mesmo as empresas que
não pretendem ser líderes nesta área, têm investido
maciçamente em tecnologia de informação. Como forma
de minimizar o impacto desta tendência nos custos dos provedores,
diversas destas empresas têm realizado parcerias com empresas de
TI (Tecnologia de Informação). Exemplo disto, é a
parceria da Ryder com a IBM e com a Andersen Consulting.
Considerando a experiência relativamente recente dos operadores
logísticos no Brasil, a variedade de denominações
e definições a respeito dos PSLs, assim como as inúmeras
possibilidades de atuação, fica clara a necessidade de estudar
o mercado de prestadores de serviços logísticos no Brasil,
com o objetivo de orientar as empresas no processo de seleção
e contratação de operadores. Esta foi a motivação
para uma pesquisa de campo com um grupo composto de oito dos mais conhecidos
operadores logísticos no Brasil, cujo resultado será apresentado
numa próxima edição da Tecnologística.
Notas
1. Conforme
citado em NEW STUDY SAYS 3PL SERVICES KEEP GROWING. Purchasing. Junho,
p.89-90. 1999.
Referências
bibliográficas
AFRICK, J.
M; CALKINS, C.S. Does Asset Ownership Mean Better Service?
Transportation & Distribution, Maio, p. 46-61. 1994.
BERGLUND,
Magnus et al. Third-Party Logistics: Is There a Future? The International
Journal of Logistics Management, v.10, n.1, p. 59-70. 1999.
BOYSON, Sandor
et al. Managing Effective Third-Party Logistics Relationships: What Does
It Take? Journal of Business Logistics, vol.20, n.1, p.23-35. 1999.
GARDNER,
R. William; JOHNSON, C. Lee. Third-party Logistics in The Logistics
Handbook, 954p. 1994.
KAO, Kant,
YOUNG, Richard R., NOVICK, Judith A. Third Party Services in the Logistics
of Global Firms. Logistics and Transportation Review, vol.29, n.4,
p. 363-370. 1993.
LAARHOVEN,
Peter Van; GRAHAM, Sharman. Logistics Alliances:The European Experience.
The McKinsey Quartely, n. 1, p. 39-49, 1994. Disponível na INTERNET
via http://mckinseyquartely.com/manuoper/loal94.asp.
Arquivo consultado em 2000.
LIEB, Robert
C., RANDALL, Hugh L. A Comparison of the User of Third-Party Logistics
Services by Large American Manufactures, 1991, 1994 e 1995. Journal
of Business Logistics, vol.17, n.1, p.55-62. 1996.
________; __________. 1997 Ceo Perspectives On The Current Status And
Future Prospects Of The Third Party Logistics Industry In The US.
Disponível na INTERNET via http://w.cba.neu.edu/~rlieb.
Arquivo consultado em 2000.
________; __________. 1999 Ceo Perspectives On The Current Status And
Future Prospects Of The Third Party Logistics Industry In The US.
Disponível na INTERNET via http://w.cba.neu.edu/~rlieb.
Arquivo consultado em 2000.
________.
What's the Future for Third-party Logistics? Supply Chain Management
Review, v.2, n.1, p.71-79. 1998.
MULLER, E.
J. More Top Guns of Third-Party Logistics. Distribution. Março,
p.44-45. 1993.
NEW STUDY
SAYS 3PL SERVICES KEEP GROWING. Purchasing. Junho, p.89-90. 1999.
SINK, Harry
L., LANGLEY, John C. e GIBSON, Brian J. Buyer Observations of the US Third-Party
Logistics Market. International Journal of Physical Distribution &
Logistics Management, vol.26, n.3, p. 38-46. 1996.
_________,
LANGLEY, C. John. A Managerial Framework for the Acquisition of Third-Party
Logistics Services. Journal of Business Logistics, vol.18, n.2,
p. 163-189. 1997.
Retorna
|