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Resumo: Este artigo aborda o problema
do balanceamento de linha de picking by-light. Para isto, o
artigo parte do aumento da complexidade das operações logísticas e
de seus impactos na armazenagem e principalmente na atividade de separação
dos pedidos. São apresentados alguns modelos de Pesquisa Operacional
que estão sendo empregados nesta atividade. Então, é caracterizado
o problema do balanceamento de linha e desenvolvido um modelo de programação
matemática para resolve-lo. Palavras-chave: distribuição
de recursos, gestão da cadeia de suprimentos, programação inteira.
Abstract: This
work deals with the picking by-light balance problem. For this, it
begins in the improvement of complexity operations logistics and in
it’s impacts in the warehouse and principally in the picking order
activity. Some operations research models that are being used in this
activity are presented. Therefore, it is characterized the balance
line problem and an integer programming model is developed for it. Key-words: resource allocation, supply chain management, integer
programming.
1. Introdução O Aumento da variedade de produtos, as entregas mais freqüentes, os menores
tempos de atendimento, a menor tolerância a erros de separação de
pedidos e pressões para redução dos níveis de estoque são alguns dos
principais geradores de complexidade. Uma das conseqüências deste
fenômeno é que alguns componentes do custo logístico, até então pouco
significativos, como o de armazenagem, passam a ter uma participação
importante nos custos operacionais. Tudo isto tem empurrado as empresas
em um contínuo processo de modernização, tanto tecnológico, quanto
gerencial. Como resultado
dessas transformações, ocorre um aumento do número de pedidos processados
e a mudança no perfil desses pedidos. Grandes pedidos estão sendo
substituídos por muitos pequenos pedidos com grande variedade de itens.
Desta maneira, as empresas estão investindo em novas tecnologias de
gerenciamento, movimentação e separação de materiais, como sistemas
WMS, transelevadores e sistemas automáticos ou semi-automáticos de
picking. Alves (2000)
afirma que “o ganho de produtividade e de velocidade no processo de
separação é um dos principais objetivos de uma empresa ao implementar
uma nova tecnologia em um armazém”. No entanto, a simples adoção de
tecnologia não garante este aumento de produtividade, é preciso rever
os processos ligados à armazenagem. Desta maneira, a tecnologia deve
ser encarada como uma ferramenta que quando bem utilizada pode aumentar
em muito a produtividade e a qualidade das operações de um armazém.
Dentro
deste contexto este trabalho tem a finalidade de propor um modelo
de programação matemática para resolução do problema do balanceamento
de linha de picking by-light. Para tanto, é apresentada a atividade
de coleta (picking) e são descritos modelos de decisão relacionados
à atividade. A partir daí é descrito o problema do balanceamento e
apresentado um modelo de programação inteira para resolve-lo.
A atividade
de picking consiste na coleta
e separação dos produtos em estoque segundo as necessidades de cada
cliente. Segundo Petersen et
al (1999): “Essa atividade é de fundamental importância para integração
da cadeia de suprimento e consome cerca de 65% dos custos de um armazém”.
Ele ainda destaca que o grande desafio consiste em aumentar a velocidade
da separação e ainda reduzir o custo de operação.
Uma das principais razões para o alto custo desta atividade
esta ligado ao fato de tradicionalmente ela ser intensiva em mão-de-obra,
segundo KOSTER et al. (1998) o picking consome usualmente 60% da força de trabalho de um armazém.
Para aumentar a produtividade na separação de pedidos foram desenvolvidos
diversos tipos de sistema. ADAMS et
al (1996) destaca os seguintes sistemas de separação: o A-frame, o carrossel, o picking
by light, os sistemas de estocagem e coleta automáticos, a separação
direta por rádio frequência e os robôs de separação. O
sistema de picking by-light
Este sistema
concilia performance e flexibilidade conseguindo, graças a isso, ser
um dos sistemas mais difundidos no Brasil. O picking by-light
integra a utilização de esteiras rolantes, leitores óticos e sensores
com as tradicionais estruturas flow racks manuseadas por operadores. A boa performance deste sistema é obtida através
da disposição dos produtos ao redor dos funcionários, que coletam
apenas os produtos da sua estação de trabalho, não precisando se locomover
nem movimentar as caixas dos pedidos que são transportadas de forma
automática por meio de uma correia transportadora. Além disso, mostradores
digitais indicam automaticamente o local e o número de unidades que
devem ser coletados, tornando desnecessário o picking list,
acelerando o processo de coleta dos operadores.
A flexibilidade é resultado da participação dos operadores
no manuseio, que além de considerar as características específicas
de cada produto, inclusive a fragilidade, podem, simultaneamente,
coletar e organizar os produtos nas caixas de entrega. Modelos
de decisão aplicados na atividade de Picking Petersen
(1999) afirma que: “dois tipos de decisão determinam a eficiência
da separação de pedidos: a política de estocagem e as rotas de coleta”.
A primeira se refere a alocação dos produtos aos endereços de armazenagem.
Já a segunda se refere ao procedimento de coleta, ou seja, definição
da rotas de coleta de cada operador. Deve-se deixar claro que o objetivo final dos
dois modelos é o mesmo, minimizar a distância percorrida na coleta
de mercadorias, maximizando a performance da separação. Tompkins (1998) afirma que para maximizar o fluxo os itens
em estoque (SKUs) devem ser atribuídos aos locais de estocagem com
base na relação entre sua atividade de movimentação e o número de
posições atribuídas ao SKU. A
grande vantagem deste método é utilizar dois fatores simultaneamente:
o número de movimentações e o espaço ocupado. O primeiro fator considera
que quanto maior for o número de movimentações de um item em relação
aos demais mais próximo ele deverá ficar da expedição para minimizar
a distância percorrida na coleta. O segundo fator é relativo ao espaço ocupado,
dando prioridade aos itens que demandam um menor número de posições
na área de estocagem, pois quanto maior for a área ocupada por um
item, maior será o custo de oportunidade relativo a este espaço. Heragu
(1997) modela a alocação de produtos na estocagem dedicada como um
problema de programação inteira, cujo objetivo é minimizar o custo
relativo ao deslocamento. Este modelo considera um armazém com p
pontos de entrada/saída, uma variedade de m itens e n
endereços de estocagem. A demanda fik representa
a freqüência de viagens do operador para levar o produto i
a saída k, o custo por unidade de deslocamento para levar o
produto i à saída k é definido por cik,
a distância do endereço j até a saída k é representada
por dkj e Si o espaço necessário para estocagem
do produto i. A variável de decisão xij se
refere a alocação do produto i ao endereço j.
Esta modelagem leva ao clássico problema da alocação, mais
precisamente no problema de alocação de tarefas generalizado, também
conhecido como GAP (do inglês, generalized assignment problem).
Heragu (1997) também aponta que a solução deste problema tende
a organizar os itens segundo um critério baseado na movimentação de
cada item e no respectivo espaço ocupado. Para esta constatação é
adotada a simplificação de que a proporção dos produtos movimentados
é a mesma em todos os pontos de saída da área de armazenagem. Observe-se que esta simplificação não compromete
a formulação inicial, pois usualmente os pontos de saída estão muito
próximos uns dos outros, além do que normalmente o perfil do pedido
(mix de produtos) não depende do seu ponto de expedição.
Para este
problema a função objetivo é o somatório do produto de dois fatores
pela variável de decisão (xij). O primeiro fator
(ai) é relativo
somente a atributos dos produtos e considera: custo do deslocamento,
a freqüência de movimentações e o espaço ocupado na área de armazenagem,
enquanto o segundo fator (bj ) é relativo
a distância da respectiva posição à saída da área de armazenagem.
A função objetivo é minimizada se os produtos de maior fator ai forem alocados
às posições com menor bj. Para
tanto, basta criar duas listas, uma com os itens ordenados de maneira
decrescentes de acordo com o valor de ai , e outra
com as posições ordenadas de maneira crescente de acordo com o fator
bj. E então, alocar cada um dos produtos
aos respectivos endereços da lista das posições. Desta maneira o problema pode ser resolvido
rapidamente e de forma ótima (vide Heragu,
1997) sem que seja necessário resolver o problema de programação
inteira. Embora nestas condições
este modelo seja exato, cabe colocar que ele considera a coleta de
apenas um item por vez, não sendo necessariamente exato nas situações
em que os pedidos sejam mais fracionados, caso no qual os operadores
coletam mais de um item simultaneamente. Além disto este modelo considera
que a atividade de picking é realizada na própria área de estocagem,
e não em uma linha de separação. 3. O problema
do balanceamento da linha de picking by-light O balanceamento da linha tem a
função de evitar a criação de estações gargalos, pois quando o número
de caixas que entram em uma determinada estação é superior a sua capacidade
de processamento é formada uma fila de caixas dentro da esteira da
estação. Assim, ao se esgotar a capacidade da estação, as caixas passam
a aguardar a sua entrada sobre a esteira principal, paralisando-a
e impedindo que as demais caixas cheguem às outras estações. Isto
reduz a produtividade, comprometendo a eficiência de toda a operação.
Outro requisito de grande influência
na produtividade da linha é o posicionamento dos produtos de maior
movimentação. Já que as diversas posições de cada estação (endereços
do flow rack) apresentam dificuldades de manuseio distintas,
em função da altura e da distância em relação às mãos do operador.
Normalmente, os endereços logo à frente do operador com altura pouco
abaixo à altura dos ombros representam as posições de mais fácil acesso
devendo ser consideradas privilegiadas e dedicadas aos produtos de
maior movimentação. Na prática, cada endereço apresenta uma determinada
dificuldade de manuseio, que deve ser considerada no momento de alocação
dos produtos às suas respectivas posições. A alocação
dos produtos às suas respectivas posições deve viabilizar o balanceamento
entre as estações e ainda permitir que os produtos estejam distribuídos
nas posições de acordo com o seu volume de movimentação.
Assim a alocação deve ser realizada com dois objetivos concomitantes:
o de distribuir os produtos de maior demanda entre as estações e o
de minimizar a carga de trabalho total, já que esta varia não somente
em função da demanda dos produtos de cada estação, mas também em função
das suas respectivas posições. As características físicas dos produtos
como a forma, o peso e o tamanho podem ser considerados um terceiro
fator, uma vez que a dificuldade de manusear um determinado produto
afeta o seu respectivo tempo de separação. Além disso, as características
físicas podem ter um caráter restritivo com relações as algumas posições.
Como exemplo, os produtos mais pesados nos níveis mais altos do flow
rack podem ter implicações ergonômicas ruins para os operadores. As características
físicas de cada produto e as dificuldades de manuseio de cada posição
são atributos que não variam com o passar do tempo. No entanto, a
demanda de cada item está em constante oscilação, dependendo de fatores
sazonais, da sua etapa no ciclo de vida e das ações de marketing da
empresa, além de outros fatores externos. Assim, a demanda de cada
produto representa um atributo variável ao longo do tempo, por isto
o balanceamento de linha deve ser feito de maneira periódica para
garantir o acompanhamento da demanda. A troca
de produtos na linha por sua vez também não é algo trivial. Para que
a troca seja realizada é necessário que a linha esteja parada, pois
o sistema que acende os displays funciona em função da posição de
cada produto na linha. Além da troca de produtos demandar tempo de
movimentação na linha, ela também pode afetar a localização dos produtos
na área reserva. Esta área de armazenagem é bastante utilizada com
os sistemas de picking by-light com a função de agilizar o
ressuprimento de produtos e evitar que a linha seja paralisada pela
falta destes. Assim, as movimentações dos produtos na linha acabam
repercutindo em transferências na área reserva. Diante dos transtornos
e obstáculos causados pela troca de endereços dos produtos na linha
é fundamental que estas movimentações sejam minimizadas, principalmente
quando elas envolverem mais de uma estação de trabalho. Um modelo de programação
inteira para o problema de balanceamento da linha
Para o
entendimento da formulação do problema é importante listar a síntese
de alguns objetivos e premissas que foram considerados.
Como ponto de partida são formalizados alguns termos, bastante
explorados ao longo da modelagem:
·
Endereço
na linha, ou simplesmente endereço – indica uma determinada localização,
que contempla: a estação de trabalho e a posição da estação.
·
Posição
(da estação) - indica a posição relativa do produto dentro de uma
estação, contemplando a estante do flow-rack (caso cada estação
tenha mais de uma estante), o nível da estante (prateleira), e o número
do canal (coordenada horizontal de cada estante).
·
Número
de acessos – representa o número de acessos necessário para coleta
das unidades de uma linha do pedido.
·
Dificuldade
de acesso – representa o grau de dificuldade de coleta de determinada
posição. Como usualmente as estações de trabalho são similares entre
si, cada posição de uma estação terá a dificuldade de acesso igual
às das posições correspondentes das demais estações. Numericamente
este valor corresponde ao tempo médio de um acesso à posição.
·
Carga de
trabalho – é uma estimativa do tempo de trabalho consumido por um
operador frente a uma demanda, que conjuga o número de acessos com
suas respectivas dificuldades de acesso. O balanceamento
tem o objetivo de distribuir a carga de trabalho de forma homogênea
entre as estações e minimizar a carga total de trabalho, realizando
o mínimo de trocas possíveis. Devendo contemplar as seguintes considerações: todo produto deve ser alocado a algum endereço;
cada endereço pode conter apenas um produto; nem todo endereço precisa
estar ocupado; os produtos podem ter restrições físicas que empeçam
a sua localização em determinadas
posições; deve ser considerada a posição inicial de todos os produtos
na linha; os novos produtos devem ser considerados na hora do balanceamento. Este problema
de balanceamento é similar ao problema de alocação de tarefas generalizado (GAP), o qual é NP-hard
(Guignard e Rosenwein (1989)). Abordagens para tratar o problema incluem
métodos heurísticos, métodos para obtenção de limites e métodos exatos.
Vide Amini e Racer (1994) para uma comparação entre estes métodos
de solução. O GAP foi utilizado
para modelagem e resolução de uma série de problemas reais do mundo
empresarial. Entre essas aplicações destacam-se: os problemas de localização
(Ross e Soland (1977)), roteamento de veículos (Fisher e Jaikumar
(1975)), de programação de recursos e sistemas de manufaturas flexíveis
(Savelsbergh (1997)) e problemas de alocação de tarefas em rede de
computadores e arquitetura de rede de computadores (Amini e Racer
(1994)). Além da
dificuldade referente ao número de variáveis de decisão, a modelagem
do problema de balanceamento de linha de picking by-light necessita
considerar alguns fatores a mais que o clássico problema da alocação
de tarefas, entre os quais destacam-se os seguintes:
·
O número de produtos trocados na linha deve ser limitado
por um valor estipulado;
·
Os produtos, normalmente, já estão posicionados na linha
e existe uma restrição relativa ao número de trocas permitidas.
·
Alguns produtos não podem ser alocados a determinadas posições
por questões físicas;
·
Produtos podem ser incluídos ou excluídos da linha de separação. Considerando uma linha de picking
by-light com as estações sendo similares entre si, pode-se modelar
o problema do balanceamento da seguinte forma: Sejam:
·
I = {i1,...,im}
representa as posições dentro de uma estação;
·
K = {k1,...,kn}
representa as estações de trabalho;
·
J = {j1,...,jp}
representa os produtos;
·
b - carga de trabalho máxima que uma estação pode assumir
(capacidade);
·
n -
número de estações;
·
limt1 – limite do número de trocas de produtos
entre as estações;
·
limt2 – limite do número de trocas de produtos
em uma mesma estação;
·
aj - número de acessos previstos ao produto j;
·
di - dificuldade (ou tempo) de acesso a posição
i;
·
cij -
carga de trabalho resultante da alocação do produto j ao endereço
i na estação k;
·
xijk - é variável de decisão e assume 1 caso o
produto j seja alocado ao endereço i da estação k e 0 caso contrário;
·
pijk - representa os endereços iniciais dos produtos,
antes do balanceamento (assume 1 caso o produto j estivesse localizado
no endereço i da estação k e 0 caso contrário); O problema pode então ser formulado como:
b = (carga teórica da linha/ n) x (1+ margem
de tolerância); onde
a carga teórica da linha é o valor mínimo da carga de trabalho desprezando
as restrições relativas ao balanceamento e às trocas de posição na
linha; e a margem de tolerância indica em termos percentuais a discrepância
máxima que pode ocorrer entre a carga de trabalho de uma estação e
a carga média das estações. A carga teórica da linha é resultado da soma do produto
dos elementos de duas listas ordenadas. Uma lista com o número de
acessos previstos a todos os produtos ordenados de maneira decrescente
e a outra com a dificuldade de acesso de todos os endereços ordenados
de forma crescente. Este resultado representa a solução ótima do modelo
ao desprezar-se as restrições de número de trocas e de
balanceamento. Isto acontece, porque o produto de
maior número de acessos ficaria localizado no endereço de menor dificuldade
de acesso e este processo seria repetido em uma série de iterações,
considerando a cada iteração os produtos ainda não alocados e as posições
ainda não ocupadas. Assim a carga de trabalho seria minimizada, mas
algumas restrições violadas. A
prova de que a carga é minimizada de forma ótima é análoga a prova
do modelo de Herago (1997), apresentado na seção 2.
Como este modelo desconsidera algumas restrições, pode-se considerar
o seu resultado muito otimista, sendo praticamente impossível de ser
atingido. Desta maneira, a margem de tolerância sempre terá que ser
maior do que um D para garantir a existência de uma solução ótima. Como na prática um
desvio no balanceamento de 5% em relação à carga média pode ser considerado
desprezível, um valor desta magnitude pode ser utilizado como uma
margem de tolerância para aplicação do modelo.
Caso a margem de tolerância seja diminuída o modelo se torna
mais rígido com relação ao balanceamento e em um caso limite pode
não encontrar uma solução viável. Além do ajuste deste parâmetro,
a determinação dos limites do número de trocas entre as estações e
dentro das estações muito pequenos também podem impedir que o modelo
encontre uma solução viável. A viabilidade
da solução dependerá não só da entrada de dados no que se refere ao
limite do número de trocas e da margem de tolerância, mas também do
endereçamento inicial da linha, caso a linha à priori esteja muito
desbalanceada, com grandes distorções, muitas trocas podem se fazer
necessárias para se atingir o balanceamento.
Caso não seja encontrada uma solução viável, deve-se dar mais
liberdade ao sistema, aumentando o número permitido de trocas, ou
diminuindo o rigor com o balanceamento, o que pode ser feito aumentando-se
a margem de segurança. A maior
dificuldade para aplicação prática deste modelo está no elevado número
de variáveis de decisão. Uma linha de separação com 12 estações, 150
posições por estação e 1200 produtos ao ser modelada desta maneira
geraria mais de dois milhões de variáveis inteiras (exatos 2.160.000
resultado do produto 12 x 150 x 1200).
Devido à natureza combinatorial e a grande
complexidade do problema o mesmo só pode ser resolvido de maneira
ótima em instâncias de pequeno porte, uma vez que atualmente, nenhum
algoritmo exato genérico é capaz de resolver um problema de programação
inteira desta magnitude. Uma primeira alternativa de resolução seria
simplificar este modelo de programação inteira e particioná-lo em
problemas menores, mas isto poderia tornar a modelagem menos aderente
ao problema, ou mesmo, não resolver a questão do tempo necessário
para processamento. Outra alternativa é o desenvolvimento de métodos
heurísticos para resolução
deste problema.
Para maximizar
a performance do sistema de picking by-light é necessário alocar
os produtos às posições da linha para balancear a carga de trabalho
e distribuir corretamente os itens de maior demanda nas posições de
mais fácil acesso. Neste trabalho foi apresentado um modelo de programação
inteira para este problema. Contudo
o porte dos problemas reais, com elevado número de variáveis inteiras
– superior a um milhão – dificulta sua resolução em tempo hábil por
um método exato, mesmo considerando o grande desenvolvimento dos processadores
computacionais dos últimos anos. Os principais
ganhos que podem ser advindos com a resolução do problema modelado,
estão ligados à maior produtividade da linha de separação, repercutindo
na maior velocidade de separação dos pedidos e na possibilidade de
atendimento de determinados picos de demanda sem a necessidade de
turnos adicionais e à melhor qualidade do trabalho dos operadores
decorrentes da melhor arrumação dos produtos nas estações, melhorando
as condições ergonômicas e impedindo a maior concentração de carga
de trabalho em um único operador. Referências Bibliográficas ADAMS,
N.D., FIRTH R. V. D., BROWN T. W., MISENHEIMER L. P., 1996, Warehouse and Distribution Automation Handbook,
McGraw-Hill, New York. ALVES, P. L., 2000, Implantação
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de M.Sc., COPPEAD/ UFRJ, Rio de Janeiro, RJ Brasil. AMINI,
M. M., RACER, M., 1994, “A rigorous Computational Comparison of Alternative
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supply chain process. New York: McGraw Hill. HERAGU,
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PWS Publishing Company, Boston. KOSTER,
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M., 1997, “A Branch-and-Price Algorithm for the Generalized Assignment
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pp. 831-841. TOMPKINS
ASSOCIATES, 1998, The Warehouse Manager’s Guide to Effective Order
Picking, Relatório Interno da Tompkins Associates. |
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