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Software
de Supply Chain Management - Definições e Principais Funcionalidades
Rodrigo
Arozo
O
final da década passada foi marcada pelo crescimento vertiginoso
das implantações de sistemas ERPs (SAP/R3, Oracle, BAAN,
etc). Este movimento foi impulsionado tanto pelo temor com relação
ao bug do milênio quanto pela adoção por parte de
muitas empresas de uma visão de seu negócio através
de processos.
Passado o período dos ERPs, estamos vivendo hoje uma nova onda
de implantação de pacotes de tecnologia da informação:
a dos Sistemas de Supply Chain Management (SCM). Segundo a consultoria
Mckinsey, entre 1999 e 2002, foram vendidos mais de US$ 15 bilhões
em licenças para estes tipos de sistemas, não estando incluídos
neste valor os gastos referentes aos processos de implantação
e aos custos de manutenção. Apesar do grande investimento
já realizado em âmbito mundial, este movimento ainda está
se iniciando aqui no Brasil.
Frente à relevância deste movimento, o CEL/COPPEAD realizou
uma pesquisa para mapear e analisar o processo de implantação
destes sistemas por empresas brasileiras. Esta pesquisa será apresentada
em dois artigos. O presente artigo irá tratar da definição
dos softwares de supply chain management, suas diferenças com relação
aos ERPs, bem como uma apresentação dos módulos disponíveis.
O segundo artigo irá apresentar os resultados obtidos através
das entrevistas realizadas com empresas que já implantaram este
tipo de sistema.
Definição
Antes de se discutir os softwares de SCM em detalhes, é relevante
uma breve abordagem acerca dos sistemas ERP a fim de que fiquem claras
as diferenças entre os dois.
Os ERPS são sistemas transacionais que tendem a focar no nível
operacional não possuindo muita capacidade analítica para
ajudar em decisões de planejamento e estratégicas. Eles
são ótimos em informar aos gerentes o que está
acontecendo, mas não em informar o que deve estar acontecendo.
Os sistemas ERPs podem informar qual o nível de estoque atual
de um produto em determinado depósito, por exemplo, mas são
fracos para determinar quanto de estoque é necessário
para se atingir um determinado nível de serviço.
A implantação de ERPs possibilita a integração
de toda a empresa, tornando-a mais eficiente. Entretanto, eles não
ajudam a resolver as questões fundamentais do que deve ser feito,
aonde, quando e por quem. Este é o papel desempenhado pelos planejadores
com a ajuda de ferramentas de apoio à decisão, os sistemas
analíticos.
Em contraste com os ERPs, as ferramentas analíticas não
são sistemas transacionais, no que tange o armazenamento de dados
e processamento de tarefas do dia-a-dia. Ao contrário, através
de sofisticados algoritmos e análise de cenários, elas
possibilitam aos gerentes tornar as operações mais eficientes
bem como entender melhor o impacto de suas decisões estratégicas.
Por exemplo, um sistema ERP pode fornecer o histórico da demanda,
níveis de estoque e tempo de fornecimento, e o sistema analítico
pode determinar qual deve ser o nível de estoque a fim de se
maximizar a lucratividade da operação.
Estes aplicativos analíticos se baseiam em sofisticados algoritmos
incluindo programação linear, programação
inteira mista, algoritmos genéticos, teoria das restrições
e vários tipos de heurísticas. Estes algoritmos são
na maioria das vezes propriedade do fornecedor do software, e grandes
investimentos e P&D são necessários para se chegar
a eles. Em função deste nível de sofisticação,
esta tecnologia é relativamente difícil de desenvolver
se a empresa não possui muita experiência na área.
Sua utilização não possibilita apenas a tomada
de decisões melhores, mas também permite que estas sejam
tomadas mais rápida do que anteriormente. Pode ser citado como
exemplo o fato das empresas tradicionalmente medirem seus ciclos de
planejamento da produção em termos de semanas ou até
mesmo de meses, em função de restrições
computacionais e falta de informação. Com o auxílio
de ferramentas analíticas, o ciclo de planejamento pode ser planejado
de forma diária.
Estas vantagens provenientes de sua utilização são
consequência das três principais características
deste tipo de sistema:
1.
Possibilidade de planejamento integral de toda a cadeia de suprimentos,
ao menos do fornecedor até o cliente de uma única empresa,
ou até mesmo de uma rede de empresas mais abrangente;
2. Real otimização através da definição
correta de alternativas, objetivos e restrições para os
vários problemas de planejamento e com base no uso de métodos
de planejamento otimizadores ou de heurísticas exatas;
3. Uso de um sistema de planejamento hierárquico, a única
estrutura que permite a combinação das duas propriedades
precedentes: o planejamento otimizado de toda a cadeia não é
factível na forma de um sistema monolítico, que executa
todas as tarefas de planejamento simultaneamente - o que seria impraticável
- nem através da execução destas tarefas de forma
seqüencial - o que impossibilitaria a otimização.
O planejamento hierárquico é uma ponderação
entre praticidade e a consideração da interdependência
existente entre as tarefas de planejamento.
Apesar
de muitas vezes serem vistos como concorrentes, os sistemas analíticos
e os ERPs possuem uma forte interdependência. O valor total de
um sistema ERP não pode ser alcançado sem a capacidade
de resolução de problemas dos sistemas analíticos.
Da mesma forma, para que os sistemas analíticos sejam produtivos
é necessária a disponibilidade de dados acurados de várias
funções da organização. Uma das melhores
maneiras de se obter estes dados é através de um sistema
ERP.
Estrutura
de Classificação de sistemas de planejamento
A gestão logística de uma empresa envolve uma grande variedade
de decisões, associadas a diversas atividades - transporte, produção,
estoque, etc. A fim de abranger todos os tipos de decisões, os
softwares de SCM possuem alguns módulos, sendo estes geralmente
relacionados ao tipo de decisão a ser tomada, e às atividades
logísticas.
Uma boa maneira de visualizar os diferentes módulos existentes
é através do desenvolvimento de uma estrutura proposta
por Robert Anthony, professor de Harvard, durante a década de
60.
Segundo Anthony, não existem planejamentos para a eternidade.
Ou seja, a validade de um planejamento é restrita a um horizonte
de planejamento pré-definido. A cada vez que este horizonte de
tempo for alcançado, um novo planejamento deve ser realizado
de acordo com as condições operacionais do momento. De
acordo com o tamanho do horizonte de planejamento e da importância
da decisão a ser tomada, as tarefas de planejamento podem ser
classificadas em três diferentes níveis de planejamento:
-
Planejamento
de longo prazo ou planejamento estratégico: Decisões
que irão definir como a empresa irá atuar no horizonte
de alguns anos. Este planejamento estruturará as condições
sobre as quais os próximos tipos de decisões serão
tomadas. No caso de planejamento logístico estão incluídas
as definições de onde localizar armazéns e terminais
de transporte, qual o grau de automação de cada instalação
e quais as fontes de fornecimento.
-
Planejamento
de médio prazo ou planejamento tático: Dentro do escopo
delimitado pelas decisões estratégicas, as decisões
táticas determinam, de forma geral, como se dará a operação.
Em outras palavras, responde a seguinte pergunta: "Dadas as demandas
dos clientes e os recursos disponíveis, o que pode ser feito
para maximizar o lucro da empresa?". Estão incluídas
as decisões de planejamento de vendas e produção,
e definições quanto às características
da frota de transporte.
-
Planejamento
de curto prazo ou decisões operacionais: Uma vez definido o
planejamento tático, as decisões operacionais especificam
todas as atividades para a execução e controle imediatos
da operação. Estas decisões são as que
necessitam do maior grau de detalhes e acuracidade das informações.
O horizonte de planejamento pode normalmente ser medido em dias.
Estes três
níveis decisórios são válidos para decisões
referentes a qualquer atividade.
A figura 1 apresenta uma matriz na qual os níveis decisórios
são cruzados com os principais processos de uma empresa - compras,
produção, distribuição e vendas.
Desta forma,
todas as decisões de planejamento relativas a cada um dos processos
podem ser classificadas em estratégias, táticas ou operacionais.
O posicionamento das decisões na matriz serve como base para
o desenvolvimento dos sistemas de apoio à decisão.
Funcionalidades
Disponíveis
Apesar de existirem particularidades entre os sistemas de SCM disponíveis
no mercado, é possível fazer uma generalização
dos módulos oferecidos. A figura 2 mostra uma estrutura genérica
de um sistema de SCM que cubra todas as atividades de planejamento.
As possíveis diferenças entre a arquitetura mostrada na
figura e a existente nos sistemas comercializados estarão normalmente
associadas à disponibilidade de módulos que englobem mais
de um módulo genérico. Entretanto, do ponto de vista de
funcionalidades, estas não apresentam diferenças significativas.
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Desta forma,
a figura 2 representa uma estrutura bastante realista e, mais importante,
bastante didática, para se analisar as funcionalidades disponíveis
nos sistemas de SCM. Estas funcionalidades serão analisadas a
seguir.
Através de uma análise dessa figura, nota-se que enquanto
alguns módulos são focados em apenas um nível decisório
e um processo (por exemplo um TMS), outros abrangem mais de um nível
de decisão (Demand Planning) ou mais de um processo (Master Planning).
Outra observação relevante é a de que os módulos
operacionais, que trabalham com decisões com alto grau de detalhe,
possuem abrangência bastante restrita, e que, a medida em que
as decisões vão tomando caráter mais estratégico,
seus respectivos módulos ganham maior abrangência, como
por exemplo o módulo de Network Planning, que cobre, de forma
simplificada, todos os processos.
Strategic
Network Planning
Tipicamente, o horizonte para o planejamento estratégico da rede
logística pode ser considerado como sendo de dois anos em diante,
e suas decisões envolvem a definição de zonas de
clientes, a abertura ou fechamento de fábricas e centros de distribuição,
bem como de suas capacidades necessárias. Os objetivos dos modelos
de rede são, em sua maioria, do tipo financeiro e agregado, como,
por exemplo, a maximização do lucro ou a minimização
dos custos, sendo sempre limitados por restrições de nível
de serviço.
A utilização destes sistemas passa pela modelagem da rede
em si. Esta modelagem abrange custos fixos e variáveis da operação,
instalações existentes (fábricas, centros de distribuição)
e segmentação geográfica da demanda, entre outros
aspectos.
As respostas deste tipo de modelo estão geralmente associadas
às instalações que compõem a rede logística,
tais como suas capacidades, alocações geográficas
e orientação para determinados clientes ou produtos. As
capacidades e alocações definidas pelo planejamento de
rede se tornam então restrições para o processo
de planejamento mestre da produção.
Demand Planning
As aplicações de demand planning ajudam na elaboração
de previsões de vendas, através da utilização
de ferramentas analíticas apropriadas. Estes sistemas utilizam
como input dados históricos de venda e qualquer informação
existente que pode ser relacionada com a demanda futura, como por exemplo,
contratos já firmados com clientes ou projeções
da taxa de inflação.
A previsão pode ser calculada através tanto de métodos
baseados em séries históricas, quanto métodos causais.
Quanto aos métodos baseados em séries históricas,
existem inúmeros, cada qual com características específicas.
Através destes é possível identificar tendências
de crescimento ou decrescimento das vendas, cálculo de sazonalidades,
calcular previsões diárias ou anuais. Frente à
grande disponibilidade de modelos diferentes, grande parte dos sistemas
possui metodologias e algoritmos que identificam qual método
fornece a melhor previsão para uma dada série de vendas.
Com relação os modelos causais, estes permitem que o comportamento
das vendas seja previsto em função de outras variáveis
que não as vendas históricas. Por exemplo estimar as vendas
de pneus novos em função das vendas de automóveis.
Estes modelos também podem ser utilizados para avaliar o impacto
de eventos específicos, como por exemplo, o reflexo nas vendas
de uma nova campanha promocional.
Os sistemas permitem que as previsões sejam realizadas e monitoradas
através de três dimensões básicas, com diferentes
graus de agregação.
-
Dimensões
de produto: produto, grupo, família, linha
-
Dimensões
geográficas: cliente, região de vendas, área
de atuação de centros de distribuição,
venda nacional
-
Dimensões
de tempo: dia, mês, ano ou qualquer horizonte específico
que seja necessário em função de questões
sazonais
Master
Planning
A principal finalidade deste módulo é sincronizar o fluxo
de materiais ao longo de toda a cadeia. Isto suporta as decisões
de médio prazo referentes à capacidade de produção,
disponibilidade de transporte, planejamento de suprimentos e políticas
de estoque. Como consequência desta sincronização,
é possível obter-se uma redução dos níveis
de estoque, principalmente em função da eliminação
de estoques de segurança redundantes entre as atividades presentes
no fluxo de materiais e oriundos de um sistema de planejamento não
integrado.
Esta sincronização do fluxo de materiais é obtida
através da definição, durante o planejamento, de
todas as capacidades das entidades (fábricas, centros de distribuição,
frota de veículos) que compõem a cadeia de suprimentos
em questão. Ou seja, o planejamento mestre de produção
informa não só quanto vai ser produzido em cada local,
mas também quais as necessidades operacionais para que este plano
seja possível.
No entanto, este tipo de otimização de planejamento não
é possível de ser feita, ou pelo menos não é
razoável, com base em informações com alto grau
de detalhe. É necessário um grau de agregação
de produtos bem como uma simplificação das capacidades,
como por exemplo, a capacidade produtiva mensal. Desta forma obtem-se
não só uma redução na quantidade de dados
necessários, mas também se diminui as incertezas das informações
de médio prazo - por exemplo previsão de demanda - bem
como a complexidade dos modelos.
Transportation
Planning
Este módulo está associado a decisões táticas
referentes ao planejamento da operação de transporte.
Desta forma, ele apóia, através da definição
das regras e premissas, a geração dos roteiros que serão
utilizados na programação de transportes. Estes roteiros
são construídos observando-se regras de carregamento e
oportunidades de consolidação de carga entre outros aspectos.
Em paralelo a este planejamento, pode-se realizar o dimensionamento
da frota necessária. Este dimensionamento indica não só
a quantidade de veículos necessária, mas também
o perfil desta frota, em termos de diferentes tipos de veículos
ou até mesmo modais, bem como sua distribuição
nas rotas definidas.
Estas alternativas de planejamento também podem ser utilizadas
para o gerenciamento do transporte inbound de empresas que compram insumos
através da modalidade FOB.
Isto se torna particularmente interessante quando são associados
os planejamentos dos fluxos inbound e outbound. Quando isto ocorre é
possível se realizar análises em busca de sinergias entre
os dois fluxos, geralmente associadas ao aproveitamento do frete retorno.
Inventory
Planning
Os módulos de inventory planning são responsáveis
pela definição e planejamento das políticas de
estoque a serem utilizadas, e não pelo controle diário
de inventário, função dos ERPs.
Estes sistemas auxiliam não só na decisão da política
a ser adotada, mas também desempenham papel fundamental no cálculo
dos parâmetros das políticas escolhidas. Para tanto são
utilizadas informações acerca dos custos de manutenção
estoque e dos de transporte, dos níveis de serviço necessários,
bem como parâmetros operacionais, tais como tempos de fornecimento
e fabricação e projeções de demanda. De
posse de todas estas informações, os algoritmos são
capazes de determinar políticas que obtenham o melhor balanceamento
entre custo de estoque e custo de perda de venda por falta de produto.
Dentre os parâmetros calculados, o que confere maior diferenciação
para estes sistemas é o estoque de segurança. Enquanto
que nos sistemas transacionais, o estoque de segurança é
apenas um campo a ser preenchido pelo usuário, nos softwares
de supply chain o cálculo é realizado considerando-se
os parâmetros operacionais já citados acima, o nível
de serviço desejado, e as incertezas associadas ao fluxo de materiais
(precisão da previsão de vendas, confiabilidade de fornecimento).
Scheduling
da produção
Dado um plano mestre de produção, este deve gerar planos
de produção detalhados, para cada centro produtivo. Esta
é a função do módulo de scheduling,
ou seja, gerar programações detalhadas de produção,
em intervalos de tempo relativamente pequenos. A programação
da produção indica, para cada ordem dentro do intervalo
de planejamento, seus tempos de início e término, bem
como os recursos necessários para seu processamento. Desta forma,
a programação de produção determina a ordem
na qual todas as ordens serão processadas. É exatamente
neste ponto que os softwares de SCM mais agregam.
A programação de produção realizada por
estes sistemas, é baseada em modelos de produção.
Os modelos são estruturados em função das características
do sistema produtivo em questão - matriz de set-ups, tempos de
fabricação, regras de prioridade, tamanho de lotes e custos
envolvidos - bem como das informações acerca do que deve
ser produzido - quantidade de cada produto e data limite de entrega.
Uma vez especificado o modelo de produção, os sistemas
buscam a melhor programação da produção,
através de algoritmos otimizadores, em função de
algum objetivo. Este objetivo normalmente é expresso na minimização
ou maximização de algum aspecto da produção
tais como: número de set-ups, total de ordens atrasadas e custos
variáveis de produção.
Os sistemas
tratados a seguir são essencialmente operacionais, não
possuindo grande diferenciação do ponto de vista analítico.
Podem ser encontrados em muitos sistemas transacionais, ou serem fornecidos
por empresas de pequeno porte que comercializam sistemas simples. Entretanto,
por se encontrarem no diagrama de aplicações disponíveis,
e por atuarem em funções logísticas, serão
abordados rapidamente.
Transportation
Management System - TMS
As principais atividades de um TMS podem ser divididas em três
grupos: monitoramento e controle, execução e auditoria
de frete. Estes grupos são abordados resumidamente a seguir.
O monitoramento dos custos e serviços por meio das informações
provenientes da própria operação. Desta forma podem
ser medidos os indicadores mais indicados para cada operação,
tais como: performance dos transportadores, modais de transportes, utilização
de frete premium, frete retorno, performance das entregas, avarias,
etc.
As funcionalidades associadas à execução consistem
em determinar as rotas e modais a serem utilizados, sequenciar as paradas
dos veículos e o tempo estimado de cada uma delas, preparar os
documentos necessários para o despacho dos veículos e
verificar a disponibilidade dos mesmos.
Finalmente, com relação à auditoria de fretes,
estes sistemas mantêm uma base de dados das tarifas de frete praticadas
para remunerar o serviço prestado e para o processo de auditoria.
Os sistemas são capazes de comparar o valor cobrado pelo prestador
do serviço de transporte contra o que foi calculado e apontar
as eventuais diferenças.
Wharehouse
Management System - WMS
Estes sistemas são responsáveis pelo gerenciamento da
operação do dia-a-dia de um armazém. Apesar de
possuírem alguns algoritmos, sua utilização está
restrita a decisões totalmente operacionais tais como:
-
Definição
de rotas de coleta, com o objetivo de minimizar a distância
média percorrida na separação dos pedidos.
-
Definição
do endereçamento dos produtos, a partir de lógicas que
utilizam critérios que mais uma vez buscam a minimização
da distância média de movimentação, considerando
o número de expedições de cada item, o seu volume
em estoque e a complementaridade entre os itens (ou seja, guardar
próximos os produtos que normalmente são expedidos juntos).
Procurement
As aplicações de procurement focam no relacionamento
entre a empresa e seus fornecedores bem como no processo que existe
com relação a este relacionamento. Seus objetivos básicos
são os de permitir um processo de compras eficiente e racionalizado,
e gerenciar especificações, preços, ordens de compras,
e os próprios fornecedores.
Estes sistemas permitem comparações analíticas
entre fornecedores e entre produtos para ajudar os tomadores de decisão
com relação ao que comprar e de quem comprar.
Order
Fulfilment
O processo de fulfilment, ou atendimento da demanda determina
a data prometida de entrega para os pedidos e, portanto, influencia
fortemente o lead-time dos pedidos bem como os indicadores de pontualidade
de entrega do mesmo.No atual ambiente competitivo, é muito importante
a geração de datas de entrega de forma rápida e
confiável, procedimento que ajuda na prestação
de um serviço logístico de qualidade. A abordagem tradicional
para o cálculo destas datas é o de checar o nível
de estoque para se avaliar se um determinado pedido pode ser atendido
imediatamente. Caso não haja estoque suficiente, a entrega do
pedido é prometida para uma data deslocada no futuro de acordo
com o tempo necessário de fabricação. Este procedimento
pode resultar em pedidos inviáveis, uma vez que outras restrições
que não foram levadas em consideração podem estar
sendo violadas, como por exemplo, a disponibilidade de capacidade ou
o fornecimento da matéria-prima necessária.
As soluções de demand fulfilment existentes nos sistemas
de supply chain utilizam procedimentos de determinação
de datas mais sofisticados, com o objetivo de:
Estes são,
de forma geral, as funcionalidades disponíveis nos sistemas de
SCM. Com base na grande quantidade de possibilidades oferecidas por
estes sistemas, uma pergunta bastante pertinente é como estas
estão sendo implantadas e utilizadas.
Este será o foco do próximo artigo, quem está implantando
estes sistemas, quais os problemas normalmente encontrados durante este
processo, e qual o grau de satisfação com as ferramentas.
Bibliografia
- KAHL,
Steven J.,1999, "What's the Value of Supply Chain Software?",
Supply Chain Management Review.
- KANAKAMEDALA,
Kishore, RAMSDELL, Glenn, SRIVATSAN,Vats, 2003, "Getting Supply
Chain Software Rigrht", The Mckinsey Quartely, Number 1
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